quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A liderança e o uso do tempo

Recebi por e-mail um pequeno texto escrito por Mario Quintana sobre o tempo que muito me impressionou. Bem, não podia ser diferente, Mario Quintana é um grande escritor. Então, resolvi fazer uso do mesmo pensando naqueles estão envolvidos em liderança. Faço isso, porque por onde tenho andado e falado o que mais ouço dos líderes é o clamor por falta de tempo. Dizem eles: “A minha função na empresa tem tomado todo o meu tempo”. “Minha esposa e filhos reclamam o tempo todo por causa de minha ausência”. “Não tenho tempo, tenho me dado de mais ao trabalho”. Bem, minha resposta sempre é a mesma, eu também já sofri desde mesmo problema, por causa disso, resolvi priorizar o tempo.

Enquanto trabalhava para aprender a priorizar o tempo, descobri que todos os seres humanos têm o mesmo tempo. Para todos eles, o dia tem vinte e quatro horas, a semana tem sete dias e o ano 365 dias. Então, por que muitos lutam e reclamam por falta de tempo? Creio que o problema que temos é com a maneira pela qual utilizamos o tempo que temos e não por falta dele. Se esta tem sido a sua luta, pare por um momento e pense no texto de Mario Quintana. Ele diz: “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

“A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.

Lembre que pessoas são mais importantes que coisas. Coisas esperam pessoas não.

Dr. J. C. Pezini
Director of Global Studies
Beulah Heights University

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

LÍDER: UMA LIÇÃO INDISPENSÁVEL

A vida consiste de um processo de constantes mudanças; aquilo que você poderia depender ontem, pode muito bem ter desaparecideo hoje. Frank Anderson
Somente em pensar na palavra "mudança" ficamos agitados. Para dizer a verdade ninguém gosta de mudança. Mudança traz inquietação, insegurança e desconforto. Mas não há como escapar dela. Todos nós, de alguma forma, temos que enfrentá-la quase que diariamente.
Líderes bem-sucedidos são aqueles que estavam preparados para as mudanças antes que elas acontecessem, são aqueles que ao invés de ficarem agitados e irritados as encararam com naturalidade dando boas vindas a elas quando as encontraram ao amanhacer. São aqueles que conseguiram vê-las de forma positiva, como grandes possibilidades e não como empecilho. Quando foram alcançados por elas, em vez de ficarem lamentando, analisaram cuidadosamente.
Como líder nunca esqueça que não há como evitar mudanças, elas aparecem sem pedir licença, elas batem a porta diariamente, elas são necessárias para o amadurecimento de sua liderança. Por esses motivos, a melhor coisa a fazer é buscar os meios para utilizá-las como ferramentas em seu próprio benefício.


Dr. j. C. pezini
Director of Global Studies
Beulah Heights University

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Lançamento do Livro "Caminho para a Espiritualidade

Em agosto e setembro tive o privilégio de lançar meu novo livro "Caminho para a Espiritualidade" na Livraria Cultura em Porto Alegre e São Paulo.

Desejo agradecer os amigos que me prestigiaram nesta data importante, participando, fazendo contatos e convidando outros para o evento. E em especial o amigo de longas datas Dr. Paulo Pinto Alexandre. Sem sua ajuda não seria possível publicá-lo. Ele fez contato com a Editora, assinou o contrato em meu nome etc. Amigo meu muito obrigado.
Com muita sabedoria Tommy Newberry afirma: "O sucesso é um resultado planejado, não um acidente. O sucesso e a mediocridade são absolutamente previsíveis porque seguem a lei natural e imutável de semear e colher". Na caminhada da vida quando fazemos as coisas planejadas e com paixão colhemos bons resultados.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Liderança e o Trabalho de Equipe

Estamos vivendo em um momento na história que aqueles que ocupam funções de liderança, devem saber equipar seus liderados e também trabalhar em equipe. E por isso é importante que os líderes, durante a sua formação, devem ter nítida dentro da equipe da qual fazem parte qual será sua função.

Do mesmo modo, eles também devem sempre deixar isso claro para as pessoas que estão sob sua liderança, a fim de que elas também busquem saber qual o seu lugar na equipe, descobrindo onde melhor podem desempenhar sua função e trabalhar com maior entusiasmo, afim de que contribuam com a sociedade.
Estes líderes devem ter consciência que a obra com a qual estão envolvidos no momento, não se restringe apenas a sua sobrevivência como individuos e nem é fruto de seu esforço pessoal, mas sim, que o resultado deve ser fruto de um trabalho coletivo.

Vocês conhecem aquela história em que perguntaram a dois pedreiros o que estavam fazendo em um determinado local? Um respondeu um pouco irritado, considerando que a pergunta não fazia nenhum sentido dizendo que estava assentando tijolos, enquanto o outro, que fazia o mesmo serviço na outra ponta do alicerce respondeu com muito orgulho e entusiasmo dizendo que estava construindo uma bela catedral.

Não há dúvida que o segundo pedreiro demonstrava atitude de um grande líder, tinha a visão do todo e conseguiu compartilhar o sonho da obra finalizada, com torres, sinos, piso de granito, grandes janelas e que tudo aquilo deveria começar por um simples murro. Ele parece saber qual era seu lugar e sua função específica dentro da equipe.

Posso afirmar que durante o tempo de aprendizado de um líder - que começa na sala de aula, e/ou em outros ambientes e atividades que complementam a sua formação profissional - é de suma importância que ele vá construindo a visão da sua obra, e que vá descobrindo a melhor maneira de trabalhar em equipe, sabendo que somente obterá resultado satisfatório se conseguir fazer que os sonhos dos que com ele trabalham também sejam realizados.

Isto é pensar como líder. Liderança também se aprende na escola, engana-se quem pensa o contrário, pois liderança é uma habilidade que deve ser aprendida e desenvolvida.

Daí a importância de se ênfatizar o trabalho em equipe, onde cada um dá o melhor de si em prol do todo, cada membro do grupo é um líder em sua área de competência e todos exercem uma ação conjunta (de liderança) em busca do objetivo final. Por tanto, é importante que cada um saiba qual a sua função dentro da equipe onde trabalha.

Este é um conceito muito bem instalado nas linhas de produção, onde cada um durante o processo de montagem vai dar o melhor de si para fazer a parte que lhes cabe, sabendo que lá na ponta estará a maquina funcionando com todos os componentes em ordem.

É por tudo isso, que tenho afirmado em todos os lugares onde vou, que se você quer ter o senso de realização pessoal em seu viver diário, viva a vida com alegria, saiba que as pessoas somente respeitam quem é líder. É uma questão intrínseca ao ser humano, a boa escola complementa e burila essa habilidade e a transforma em competência.

Dr. J. C. Pezini

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Líderes sempre estão atentos aos pequenos acontecimentos

Enquanto você espera grandes coisas, fecha-se a porta para o ingresso das pequeninas coisas. James Metclafe

Líderes sadios aprendem com os erros

Não gaste energia tentando encobrir um erro. Aprenda com suas falhas e prossiga para o próximo desafio. Não há problema em errar. Se você não está errando, quer dizer que não está crescendo. H. Stanley Juldd

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Liderando em tempo de mudanças

“Comunicação é uma habilidade que você pode aprender. É como andar de bicicleta, ou digitar. Se você estiver disposto para trabalhar nela, você pode rapidamente melhoar cada parte de sua vida” Brian Tracy

Somente por falar em mudanças sentimos um frio na barriga. A verdade é que ninguém gosta ou está preparado para lidar com elas. E a pergunta que me vem a mente, é a seguinte: Se eu sou parte integrante de um setor, como as mudanças poderão ocorrer sem minha participação? Esta parece ser uma pergunta lógica, mas posso afirmar sem sombra de dúvida, que um setor não só pode mudar sem a minha participação como também me neutraliza caso eu não esteja preparado para as inovações que ocorrerão naturalmente. Este é um alerta levantado por C.K. Prahalad, renomado especialista em estratégia empresarial e de negócios da atualidade e também professor da Graduate School of Business administration na University of Michigan.

Segundo Prahalad, se os líderes desejam desenvolver um processo de transformação estratégica em suas organizações eles precisam de: imaginação, paixão, coragem, humanidade, humildade, intelecto e um pouco de sorte. Para Prahalad, é importante que as empresas estejam conscientize, antes de tudo, de sua colocação no mercado e de quais são as probabilidades reais de liderar esse setor. Diz ele: “Muitos líderes não tomam atitude inovadora justamente porque desconhecem seu papel no mercado, acreditam que simplesmente ‘atuam’ em um nicho imutável de comércio”. Líderes bem-sucedidos sabem o que realmente querem e estão dispostos a fazer o que for preciso dentro dos parametros de integridade e honra para conquistar o que desejam e não perder seu espaço no mercado.

Estamos vivendo em um momento em que os limites entre os setores estão cada vez mais indefinidos. A linha que divide esses limites é muito tênue e quase invisivel. Essa aparente invisibilidade, além de dificultar os passos das organizações em relação a suas áreas de atuação, permite aos que estão de fora e “antenados” com o que há de novo nos setores de tecnologia e estratégias de mercado a criação de novos produtos e serviços que atingirão um público-alvo cada vez mais exigente e interessado em practicidade e transparência. É preciso se perguntar: “Será que o que eu estou fazendo hoje permitirá que me atualize no futuro?”. Somente terão sucesso os líderes que tiverem clareza sobre o que desejam fazer e sabem onde querem chegar.
Esse tipo de raciocínio requer drásticas mudanças no comportamento geral da liderança, o que, muitas vezes, é difícil de se conseguir. É fato que no universo administrativo, é mais fácil continuar com os velhos hábitos de liderança do que criar novos. Somos resistentes a novas tendências. Mudança nos incomoda, porque nos arrasta para fora de nossa zona de conforto. No entanto, não preciso ser expert no assunto para saber que hoje as mudanças ocorrem de modo muito mais rápido do que alguns anos atrás.

Segundo Prahalad, esse ritmo pode ser útil para países com economias emergentes, uma vez que eles podem “saltar” algumas etapas, ou seja, as economias emergentes têm a opção de escolher os métodos já criados pelos países desenvolvidos. Isso lhes permitiria uma maior agilidade no processo de atualização. Contudo, isso não os impede de lançar e exportar, com sucesso, seus próprios projetos. Para Prahalad, as melhores estratégias a serem adotadas para uma empresa se tornar líder em seu setor são:

• Trazer o futuro para o presente, e não extrapolar o passado – Você pode fazer isso adotando ferramentas tecnológicas, para fazer a migração dos antigos sistemas legados e fechados para a nova teia de informações.
• Descentralizar as informações – Compartilhar informações não significa simplesmente que a companhia irá oferecer todos os seus dados a parceiros, clientes e, talvez, até mesmo para seus concorrentes. É preciso encarar essas ações como a obtenção de um acesso privilegiado a milhares de informações outrora inatingíveis.
• Encarar os novos parceiros de negócios e clientes como uma comunidade – Os clientes devem ser tratados não apenas como consumidores ou compradores de produtos, mas como parceiros e como indivíduos pertencentes a uma comunidade que possui referências sociais e que compartilha gostos e opiniões; dessa forma, os agentes de pesquisa são indispensáveis, eles dão o feedback que elas necessitam para aprimorar seus padrões e produtos.

Referências:
Prahalad, C. K. & Hamell, Gray. Competing for the Fulture 1996.
Jeary, Tony. Strategic Accelaration: Succed at the speed of life 2009

Dr. J. C. Pezini
Director of Global Studies
Beulah Heights University
jose.pezini@beulah.org
http://www.pezini.blogspot.com/